domingo, 11 de maio de 2008

Origens e Evolução histórica

No local onde é hoje Lordelo existiram duas freguesias. Uma, chamada Lordelo, situava-se na margem esquerda do rio Ferreira e fazia parte do concelho de Aguiar de Sousa. Outra, designada por Castanheira, localizada na margem direita do rio, pertencia a Refojos de Riba d'Ave. As duas povoações acabaram por se fundir numa só, constituindo a actual freguesia de Lordelo, que é a mais populosa do concelho de Paredes.
O topónimo “Lordelo” encontra-se relativamente difundido um pouco por todo o país e terá origens etimológicas, tudo o indica, na palavra “loureiro”, a tal espécie arbórea que também por aqui seria abundante.
Tal como sempre acontece em relação às origens etimológicas, outras hipóteses são avançadas, uma delas pouco crível a apontar “Lordelo” derivando do inglês “Lord” (“Lordesinho”). A acreditar nesta versão, e atendendo à tal profusão do topónimo a que já se fez referência, muitos Lords teriam existido em Portugal. Ao contrário da primeira, bem mais verosímil, mesmo tendo em conta a actual ausência local de loureiros, já que poderia ter sido uma espécie bastante abundante no passado.
Efectivamente, e seguindo a tradição de várias outras terras e locais, também Lordelo terá germinado em torno de um remoto mosteiro, cuja origem e até a localização precisa se desconhece. As poucas informações documentadas referem-se ao Mosteiro de São Salvador como pertencendo à ordem de Santo Agostinho (documento de 1329). Será, depois, posteriormente unido e anexado à mesa pontifical da Catedral do porto, em 1475.
Por volta de 1542, a freguesia de Lordelo “recebe” o território da então extinta freguesia de São Paio de Parada, o correspondente ao que ainda hoje popularmente se chama de “Lordelo de Cima”, na margem direita do Rio Ferreira.
A freguesia de Lordelo possui um património edificado que denota o seu extraordinário passado histórico. Da passagem dos romanos pela região ficou uma ponte romana, exemplo da alta técnica de construção daquele povo e da atenção que dedicou a esta região. A passagem por Lordelo permite-nos ainda uma viagem ao passado reflectida nos canais de irrigação e transporte de água, nos incontáveis moinhos de farinha e no engenho de cortar madeira. Este último elemento faz com que a população de Lordelo, reivindique para si a invenção da arte de trabalhar madeira.
Dizem os populares que nesta região nasceu a indústria do mobiliário. Uma das justificações para esta afirmação está relacionada com existência na freguesia de inúmeros Soutos e Soutelos, que poderiam ter sido usados como matéria prima.
A freguesia de Lordelo foi crescendo e desenvolveu-se ao longo dos tempos e dos séculos. Com um crescimento populacional algo contido até finais do século XIX, conheceu a partir daí uma aceleração muito mais efectiva, contando actualmente mais de 13.000 habitantes.
Mas o desenvolvimento não se verificou somente a nível demográfico. Lordelo foi elevada a vila em 1984. Menos de 20 anos volvidos, foi elevada a cidade, em 2003. Um factor elucidativo da forte e rápida progressão que perpassou a então aldeia, depois vila, e agora cidade de Lordelo, hoje um pólo atractivo e dinamizador de toda a região envolvente.
Lordelo desenvolveu-se muito à custa da sua indústria, primeiramente ligada à panificação e aos típicos moinhos, proporcionada pelo rio que a atravessa, e mais tarde virada para o mobiliário, que ocupa actualmente um lugar de superior destaque na economia local. O enorme parque industrial aqui existente comprova a importância que a indústria representa para a freguesia. Mas o progresso que a elevou até à categoria de cidade dotou-a simultaneamente de condições urbanas suficientes para a tornarem num autêntico centro comercial e de serviços. Com as principais agências bancárias aqui instaladas, bem como agências de seguros, de contribuintes, mediação imobiliária, e tantos outros ofícios igualmente indispensáveis ao bom funcionamento de uma comunidade moderna, Lordelo não apenas se apresta a atender às necessidades dos seus habitantes, como também às dos muitos que para aqui se dirigem, das freguesias vizinhas ou dos municípios contíguos. A acompanhar este progresso institucional e empresarial, o seu comércio, cada vez mais pujante e diversificado, empresta-lhe uma cor e uma animação muito próprias, urbanizando-a ainda mais. Com uma oferta gastronómica capaz de cobrir todos os gostos e paladares e agradar ao mais exigente visitante, também não será certamente por aqui que a freguesia fica a perder. O Centro de Saúde de Lordelo bem apetrechado em termos de pessoal e de equipamento, assegura todos os cuidados básicos da saúde, enquanto os Bombeiros Voluntários e a GNR proporcionam a segurança necessária aos seus habitantes. Modernamente equipada com piscinas cobertas, court de ténis, biblioteca, Pavilhão multiusos e infra-estruturas desportivas, como o estádio relvado, a cidade de Lordelo tem tudo para justificar o galardão de cidade e continuar na senda evolutiva que tem marcado a sua história mais recente.

2 comentários:

Anónimo disse...

MEO desossss!!!!!!!!!!!! Gue giro,¡!!!!!¡!!!!!!!!!¡

Anónimo disse...

UMA IDEIA RELIGIOSA PARA LORDELO

Querem fazer um parque no são roque em lordelo, deviam de fazer um parque para os orixás afro-brasileiros pra trabalhos de magia de prosperidade, isso sim é que era uma ideia fixe, uma casa de religião afro brasileira da umbanda e quimbanda nos campos a onde estavam os carroceis das festa do vinhal.

 
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